Alimentação Saudável

Clínica Dr. Michel Menezes

Dicas para uma alimentação saudável

O peso e a distribuição de gordura corporal são regulados por mecanismos neurológicos, metabólicos e hormonais que mantém o equilíbrio entre a ingestão de alimentos e o gasto energético. Quando há excesso na ingestão em relação ao gasto de energia, a sobra de energia consumida é armazenada na forma de gordura corporal, o que representa o aumento do peso corpóreo do indivíduo.

A maioria dos pacientes obesos já recorreu a mais de um recurso para perda de peso, como dietas, muitas das vezes ditas “milagrosas”, drogas supressoras de apetite, terapias comportamentais, mas infelizmente, sem obter sucesso. Além disso, há uma grande tendência à recuperação do peso perdido, que popularmente conhecemos por “efeito sanfona”. A cirurgia bariátrica é o único método, cientificamente comprovado, que promove acentuada e duradoura perda de peso. O papel da nutrição é fundamental no tratamento da obesidade mórbida para que se consiga reeducar o paciente para as mudanças na alimentação e no estilo de vida que virão com a cirurgia.

Nutrição no pré-operatório

É importante conscientizar e preparar o paciente antes mesmo da cirurgia, para as alterações que sua alimentação irá sofrer. Com a redução do estômago, é importante selecionar bem os alimentos que serão consumidos já que a quantidade será limitada e a saciedade ocorrerá mais rapidamente. É importante consumir alimentos com qualidade nutricional, ricos em nutrientes que estejam adequados às necessidades específicas de cada indivíduo, para que a perda de peso não comprometa a saúde do paciente.

O principal objetivo é mostrar ao paciente a importância em realizar as refeições lentamente, mastigando muito bem os alimentos e com pequenas “garfadas”, além de auxiliar na escolha de alimentos saudáveis. Esta conscientização facilitará o pós-operatório evitando os desconfortos e facilitando uma perda de peso saudável.

Nutrição no pós-operatório

Inicialmente a alimentação é líquida (sopas, caldos, sucos, água de côco e água) e constituída de pequenos volumes, tendo como principais objetivos: o repouso gástrico, permitir a devida cicatrização da cirurgia, a adaptação aos pequenos volumes e a hidratação. Desde o início, a alimentação é acompanhada de suplementos nutricionais específicos para evitar carências de vitaminas e minerais.

De acordo com a tolerância e necessidades individuais a consistência vai evoluindo de líquida para pastosa (purês de legumes, suflês, carne moída, frango desfiado, etc.) e gradativamente para uma consistência cada vez mais próxima do ideal e do habitual para uma nutrição satisfatória.

Alimentação Saudável

confira algumas dicas

Alimentação saudável – reeducação alimentar

A mudança dos hábitos alimentares e do estilo de vida são fatores imprescindíveis para a perda de peso e sua manutenção após a cirurgia. A reeducação alimentar associada à prática de atividade física são a perfeita combinação para a obtenção de uma vida saudável, além de serem fundamentais para o sucesso do tratamento.

Em abril de 2005, a tradicional pirâmide de alimentos cuja base é constituída por frutas, hortaliças e carboidratos e o topo por gorduras e açúcares foi reformulada pelo“USDA – U.S Department of Agriculture Center for Nutrition Policy and Promotion”.

A nova pirâmide de orientação alimentar, cujos grupos de alimentos passam a ser mostrados em faixas coloridas longitudinais, que descem do alto até a base permite uma melhor visualização e compreensão sobre os princípios básicos para uma alimentação saudável, além de incluir a atividade física como parte da pirâmide.

Dúvidas freqüentes sobre a cirurgia

“Devo mesmo beber água de 20 em 20 minutos mesmo sem sentir sede?”

Sim. O consumo de líquidos deve ser constante para evitar a desidratação e a concentração da urina, que por sua vez pode levar aos cálculos biliares.

“O que é o Dumping? Todos os pacientes submetidos à cirurgia apresentam este problema?”

A Síndrome de Dumping é um conjunto de sinais e sintomas que surge após o consumo de alimentos muito concentrados (doces e gorduras) caracterizado pela sensação de desconforto abdominal, fraqueza, tremores, sudorese, taquicardia, palidez vertigem e sensação de desmaio. Nem todos os pacientes apresentam o Dumping, mas é preciso ter cautela e seguir as orientações dadas pela nutricionista.

“Adoro certos tipos de alimentos. É verdade que nunca mais poderei consumi-los?”

Não é verdade. Nunca mais conseguirá comer em grande quantidade os alimentos que gosta, mas com o tempo, poderá comer de tudo um pouco. Por isso não é preciso fazer despedidas antes da cirurgia.

“Os vômitos persistem por muito tempo após a cirurgia?”

Não. Os vômitos ocorrem quando o paciente come muito, rapidamente ou sem mastigar bem os alimentos. Com o passar do tempo e a aquisição dos novos hábitos eles se tornam mais raros.

“Preciso realmente tomar os suplementos de minerais e vitaminas?”

Sem dúvida. Com a redução do reservatório gástrico e a rápida passagem dos alimentos pelo trato gastrointestinal, alguns nutrientes não são absorvidos de forma adequada. Por isso, o uso correto dos suplementos é essencial para não comprometer a saúde do paciente, que deverá perder peso de forma saudável sem apresentar uma depleção protéica ou anemia, por exemplo.

“Posso voltar a fazer a dieta líquida como nas primeiras semanas para manter o ritmo de perda de peso desta fase?”

Não. Esta prática pode debilitar drasticamente o estado nutricional. A perda de peso intensa característica das primeiras semanas não está somente associada à consistência da dieta, o que ocorre é que com o passar do tempo, há uma adaptação fisiológica que faz com que o organismo gaste menos energia e evite a perda de peso rápida, mas esta pode continuar ocorrendo se os hábitos alimentares forem adequados e acompanhados de uma atividade física regular.

“Fiquei sabendo de pessoas que voltaram a ganhar peso mesmo após a cirurgia. Posso voltar a engordar após a cirurgia?”

Sim. A cirurgia não representa a cura para a obesidade, é uma modalidade de tratamento com indicações precisas e que requer monitorização contínua dos pacientes e da equipe multiprofissional. Geralmente, os pacientes que voltam a ganhar peso são aqueles que abandonaram o tratamento, porque cansaram da dieta pós-operatória e passaram a ingerir alimentos líquidos ou pastosos altamente calóricos.

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